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Vale bônus
Há oito mil anos, quando a humanidade fez seus primeiros vinhos, não existiam prensas nem separação de cascas: as uvas brancas fermentavam inteiras, cascas e tudo. O resultado era um vinho de cor âmbar, textura marcante e personalidade única — o que hoje o mundo chama de vinho laranja, ou skin contact white. Redescoberto por produtores da Europa Oriental e consagrado no norte da Itália, o estilo virou objeto de desejo de sommeliers e enófilos da nova geração. E agora ganha sua versão brasileira pelas mãos da Vinícola Aurora.
Cor
Amarelo palha de reflexos alaranjados.
Aroma
Aromas que lembram uma infusão de camomila e marcela, ervas finas, gengibre e cascas de laranja kinkan, com pêssego e damasco surgindo ao fundo, discretos.
Sabor
Na boca é seco e de acidez equilibrada, com taninos delicados — sim, taninos num branco — e uma salinidade sutil que pede o próximo gole. O final é longo, evocando chá branco, ervas secas e laranja.
Serviço
8 a 10°C
Harmonização
À mesa, é o curinga que os sommeliers adoram: tem frescor para bruschettas, queijos e peixes, e estrutura para aves, cortes suínos, risotos de ervas finas e pratos condimentados — territórios onde o branco seria tímido e o tinto, pesado.
O Aurora Laranja nasce da Viognier da safra 2024, vinificada como um tinto: após o desengace e esmagamento, o mosto fermenta em contato com as próprias cascas e ali permanece por cerca de 7 meses de maceração, em tanques de aço inox. Desse longo convívio o vinho extrai taninos, corpo e estrutura que nenhum branco convencional possui. Nas palavras da própria equipe de enologia da Aurora: um vinho branco com sabor que lembra um tinto.
